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Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Peter Rabbit

De tempos a tempos, o cinema revisita clássicos de sempre com novas abordagens e temas atualizados. Desta vez foi um clássico de Beatrix Potter que ganhou uma nova longa-metragem para dar a conhecer às novas gerações, e não só (aqui incluímos o Sessão da Meia Noite), as personagens de sempre.

 

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Peter Rabbit, 2018, de Will Gluck, com Rose Byrne, Domhnall Gleeson, Sam Neill, Marianne Jean-Baptiste e as vozes de James Corden, Fayssal Bazzi, Sia, Colin Moody, Margot Robbie, Elizabeth Debicki, Daisy Ridley.

 

Como indicámos na introdução, nós não conhecíamos esta personagem infantil, que é muito popular na cultura anglo-saxónica, mas não tanto na cultura latina.

 

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Peter Rabbit é um coelho antropomorfizado, que veste roupas humanas, e que mímica algumas características posturais e psicológicas do Homem. Com uma personalidade algo desafiante da autoridade, e travesso q.b., Peter Rabbit passa a sua vida a tentar roubar vegetais e frutos da horta do Sr. McGregor.

 

Criado em 1893 pelo imaginário de Beatrix Potter, Peter Rabbit só nasce para o mundo "comercial"em 1903, com a publicação da primeira história do coelho travesso chamada The Tale of Peter Rabbit.

 

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O filme que agora comentamos é uma adaptação muito livre desta primeira história de Peter Rabbit (James Corden), em imagem real e animação computorizada, numa mescla de conceitos semelhante ao que já vimos em Alice in Wonderlan (2010) de Tim Burton.

 

O argumento é simples: Peter Rabbit com o seu primo e as três irmãs gémeas, passam o tempo a tentar entrar na Horta do velho McGregor para roubar vegetais. Com o falecimento do Sr. McGregor (Sam Neill quase irreconhecível), a quinta é herdada pelo seu sobrinho Thomas McGregor (Domhnall Gleeson) que não gosta de animais, nem do campo, e só pretende limpar a quinta com a perspetiva de uma venda rápida.

 

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Esta atitude gera uma "guerra" sem tréguas entre Thomas e Peter na conquista pela horta.

 

Contudo, pelo meio conhece Bea (Rose Byrne), uma pintora, protetora do ambiente e dos animais, que vem alterar este contexto de guerra. Entre os Bea e Thomas gera-se o óbvio romance, primeiro impedido, mas mais tarde favorecido, pelos animais.

 

Esta história, simples mas universal, mostra-nos que os extremos só precisam de um pequeno empurrão para perceberem o quão estão próximos, e que estamos sempre a tempo de corrigir os nossos comportamentos.

 

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Com uma produção muito cuidada, os estúdios da Sony Pictures Animatiom, responsáveis por êxitos como Hotel Transylvania (2012) ou The Smurfs (2011), fizeram um trabalho muito válido e com uma excelente aceitação pelo público, transformando Peter Rabbit no décimo filme com maior receita em 2018.

 

O trabalho de vozes está muito bem realizado, e apresenta-se muito homogéneo, suportando os animais computorizados de um modo muito natural, quase nos fazendo esquecer que se tratam de figuras imaginárias, no mundo do faz de conta.

 

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A nós, que éramos estranhos ao mundo de Peter Rabbit, parece-nos que este filme é digno da personagem das histórias infantis inglesas, e que agradará a pequenos e a graúdos, pelos momentos divertidos que nos proporciona.

 

Classificação SMN: 7/10.