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Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

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O Diário de uma Adolescente

Estreou no dia 24 de março de 2016 o filme O Diário de Uma Rapariga Adolescente, um filme de 2015, e que o Sessão da Meia Noite já viu.

 

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The Diary of a Teenage Girl – O Diário de Uma Rapariga Adolescente, 2015, de Marielle Heller, com Bel Powley, Alexander Skarsgard, Kristen Wiig.

 

Este filme é sobre a vida de uma adolescente Minnie Goatze (Bel Powley), uma aspirante a cartoonista, no São Francisco de 1975, no meio do movimento Flower Power, acompanhando a sua iniciação sexual, de um modo por vezes demasiado provocador e frontal, pouco transversal para todas as audiências.

 

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O cerne das experiências de Minnie é a relação física que esta cria com Monroe (Alexander Skarsgard), o namorado de sua mãe, que se aproveita da onda experimentalista de Minnie para se divertir um pouco, à margem da mãe de Minnie, sem grandes regras.

 

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Numa boa performance de Kristen Wiig como Charlotte Goatze – a mãe ausente e festivaleira, que tem uma postura de amiga em vez de mãe, sem estabelecer regras, o que leva Minnie numa descoberta ao seu livre arbítrio.

 

Bel Powley faz a construção da sua personagem de um modo muito semelhante à patine da época, ajudada por uma boa fotografia e pelas escolhas de realização, essencialmente no modo como os cartoons servem para potenciar os avanços na história.

 

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A protagonista britânica está muito bem no papel de uma jovem americana de 15 anos, à descoberta da vida, sem restrições, preocupada somente com o desenvolvimento das suas bases criativas, incluindo para tal a utilização de drogas.

 

Minnie acaba por usar Monroe com se também ele fosse uma droga, com o objetivo de testar novas sensações, novas experiências.

 

Aliás, aqui podemos observar uma inversão dos papéis de dominador e dominado na relação física entre ambos, uma vez que Minnie assume a iniciativa, com a determinação de adolescente aventureira, de um modo que quase chaga ao abuso.

 

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A construção e desenvolvimento do argumento não fazem qualquer julgamento de valor acerca dos comportamentos dos personagens, deixando essa liberdade aos espetadores, num exercício curioso sobre a juventude de São Francisco nos anos 70.

 

É um filme sem grandes preconceitos, com uma narrativa fora do normal, muito frontal, quase gráfica, num exercício que não é fácil de compreender, o que prejudica o seu desempenho comercial no mainstream, reduzindo assim a sua aceitação pelo público.

 

 

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