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Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Elle de Paul Verhoven

Um filme de 2016 que nos surpreendeu bastante, está agora também nomeado para os Óscares, e o Sessão da Meia Noite não pôde deixar de apresentar os sues comentários.

 

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Elle - Ela, 2016, de Paul Verhoven, com Isabelle Hupert, Laurent Lafitte, Anne Consigny, Charles Berling, Virginie Efira, Judith Magre, Christian Berkel, Jonas Bloquet, Alice Isaaz, Vimala Pons. 

 

Esta é mais uma grande obra do holandês Paul Verhoeven, onde a protagonista Isabelle Hupert consegue "roubar" as atenções todas do filme.

 

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Este thriller dramático, com ligeiros laivos de comédia, mostra-nos uma mulher forte, uma empresária de sucesso que é apanhada num jogo do gato e do rato com um homem, originalmente desconhecido, que é um violador disfarçado de vizinho preocupado.

 

Michéle Leblanc (Isabelle Hupert) controla todos os aspetos da sua vida profissional e pessoal, e irá controlar também a violação, que sofre logo no início do filme, de um modo completamente inesperado para todos, numa demonstração de força e poder sobre todas as situações da sua vida. 

 

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O seu comportamento é muitas vezes incompreensível, e difícil de aceitar, para os seus familiares, mas Michele não se demove, e continua sempre a levar a sua avante.

 

A performance da progonista é irrepreensível e, muito justamente está nomeada para o Óscar de Melhor Atriz (no Sessão da Meia Noite estamos a torcer para que vença). A conjugação do talento de Isabelle com a mestria na realização de Paul Verhoven fazem deste filme uma das obras essenciais de 2016.

 

Este filme foi o primeiro filme deste realizador falado em francês, e esteve quase para não ser feito.

 

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Quando a ideia foi apresentada a produtoras americanas teve boa aceitação, mas verificaram-se muitas dificuldades em encontrar uma protagonista (cuja língua mãe fosse o inglês), que aceitasse o papel. Todas as atrizes contatadas ou recusaram logo após lerem o argumento, ou tinham conflitos de calendário.

 

Esta situação fez com que Paul Verhoeven virasse a sua agulha para a Europa e para Isabelle Hupert. Na nossa opinião com muito mérito.

 

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É uma clara demonstração que o cinema europeu tem muita qualidade, que frequentemente é negligenciada pelos distribuidores e consequentemente pelo público.

 

Mas não se deixem iludir e vão ver. Verão que não sairão do cinema desiludidos.

 

 

 

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