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Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Sessão da Meia Noite

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Dirty Harry - A Fúria da Razão

Como já referimos por diversas vezes, um dos atores muito apreciados no Sessão da Meia Noite é Clint Eastwood. Revendo a obra desta lenda de Hollywood, passámos recentemente pelo primeiro filme de uma das suas personagens mais marcantes e duradouras: o detetive “Dirty” Harry Callahan.

 

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Dirty Harry - A Fúria da Razão, 1971, de Don Siegel, com Clint Eastwood, Harry Guardino, Reni Santoni, John Vernon, Andrew Robinson, John Larch, John Mitchum, Mae Mercer, Josef Sommer.

 

A primeira aventura do detetive Harry Callahan (Clint Eastwood) foi criada tendo por base um argumento original de Harry Julian Fink e R. M. Fink intitulado “Dead Right”.

 

A historia é baseada livremente num dos casos criminais mais famosos de San Francisco - o assassino do Zodíaco, um assassino em série que atou nessa área, nos finais da década de 1960, e cuja identidade nunca foi conhecida.

 

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No filme, Harry é encarregue da investigação de um assassino que mata indiscriminadamente, escolhendo as suas vítimas de modo mais ou menos aleatório, com uma arma de alta precisão, a partir do topo de edifícios.

 

A sua loucura leva-o a exigir um resgate à cidade para parar com a chacina, comunicando os seus feitos e exigências através de cartas assinadas simplesmente por Scorpio (papel desempenhado por Andrew Robinson).

 

Harry e a sua equipa conseguem prender Scorpio, mas ele acaba por ser libertado por falta de provas. Esta circunstancia leva Harry a quebrar todos os protocolos policiais para acabar com a loucura deste assassino.

 

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Clint Eastwood encaixou que nem uma luva num papel que, originalmente era para ser de Frank Sinatra, construindo uma personagem muito forte de um detetive de homicídios obstinado, frontal e cínico, muito crítico das “politiquices” dos seus superiores e com um elevado sentido de justiça.

 

Numa altura em que as estrelas tinham um poder diferente de hoje em dia, Clint Eastwood aceitou o papel na condição de que o realizador fosse Don Siegel, seu mentor e amigo de longa data, mas que também já tinha provas dadas quer no cinema quer em séries de televisão.

 

Esta seria a quarta colaboração entre os dois amigos, depois de Coogan’s Bluff (1968), Two Mules For Sister Sara (1970) e The Beguiled (1971).

 

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O resultado desta simbiose foi que ambos trabalharam a história de modo a moldar a personagem de Dirty Harry naquilo que viria a ser um dos ícones mais reconhecidos dos filmes policiais de sempre.

 

O realizador consegue através de uma grande simplicidade, dar o foco da atenção todo à ação, e a uma inevitável aproximação entre opostos, entre o bem e o mal, personificados por Clint Eastwood e Andrew Robinson, onde a cidade é o terceiro protagonista.

 

Dirty Harry é um filme que nós gostámos muito no Sessão da Meia Noite (já o vimos diversas vezes), num exemplo de qualidade daquilo que foi a base de todos os filmes de ação policial que se lhe seguiram.

 

 

Classificação SMN: 8/10.

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