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Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Back in Time - Back to the Future

Nesta incursão do Sessão da Meia-Noite pelos documentários prestamos uma homenagem justíssima a uma trilogia brilhante de filmes sobre aventuras, ficção científica e viagens no tempo.

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Back in Time, 2015, de Jason Aron, com Steven Spielberg, Lea Thompson, Michael J. Fox, Christopher Lloyd entre outros.

 

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Back to the Future de 1995, Back to the Future Part II de 1986 e Back to the Future Part III de 1990.

 

Back in Time apresenta-nos uma visão do verdadeiro impacto que os filmes “Back to the Future – Regresso ao Futuro” tiveram na nossa cultura contemporânea, mais especificamente no mercado americano e canadiano.

 

Este documentário, que demorou dois anos a ser concluído, partiu duma pequena ideia de fazer uma comemoração, mas transformou-se num espelho da cultura popular ligada ao universo da mitologia de Regresso ao Futuro.

 

Reveste-se de especial importância atendendo a que recolheu comentários dos atores, produtores, realizador e responsáveis dos estúdios da Universal Pictures da altura, que nos mostram como os filmes quase não aconteceram.

 

Algo que se viria a tornar um pedaço da cultura pop cinematográfica contemporânea via a primeira proposta de filme ser rejeitada pelos estúdios, com o argumento de que as viagens no tempo não atraiam espetadores aos cinemas.

 

O próprio nome dos filmes originalmente era “Paradox” em vez de “Back to the Future”. 

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O protagonista dos três filmes a personagem de Marty Mcfly, esteve para ser Eric Stoltz pois Michael J. Fox estava comprometido contratualmente com “Family Ties – Quem Sai aos Seus”. No entanto, após o visionamento das primeiras cenas gravadas com Eric Stoltz, a equipa verificou que o protagonista não funcionava e foi negociada uma maneira de Michael J. Fox conseguir entrar nos filmes sem sair de “Quem Sai aos Seus”.

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Além de muitas outras notas de produção, vemos como foram feitos diversos efeitos especiais, como as cenas com o hoverboard, numa altura em que não existiam os sofisticados efeitos especiais computorizados – CGI.

 

Além desta resenha histórica de produção, temos ainda a visão dos fãs que viram os filmes e os passaram a adorar como objetos de culto, peças quase perfeitas da história cinematográfica.

 

Num universo de merchandising com algumas semelhanças com Star Wars – Guerra das Estrelas, existe toda uma gama de memorabilia acessível, uma vez que é constituída por adereços relativamente fáceis de adquirir ou até construir.

 

 

Desde as roupas usadas nos filmes, ou suas réplicas, pequenos adereços como as garrafas de Pepsi no segundo filme, ou os habituais modelos dos carros e dos personagens há um pouco de tudo.

 

Neste campo e como peça principal de qualquer coleção temos a máquina do tempo, instalada num Delorean DMC-12.

 

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Este carro foi escolhido pelas suas características especiais para a altura como o design, as portas tipo gullwing, a estrutura em fibra de vidro e a carroçaria em aço inox escovado, tendo sido o único modelo produzido pela Delorean Motor Company.

 

Entre 1981-83, e somente para o mercado americano, foram produzidos cerca 9.200 unidades. Para os filmes foram construídos seis máquinas do tempo sendo que três foram destruídas nas filmagens, dois estão na posse da Universal Pictures, em exposição, e um, somente um, foi vendido a um colecionador do Ohio.

 

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Muitos das cerca de 6.000 unidades que se estima ainda existirem foram transformados em réplicas da máquina do tempo, fazendo as delícias dos fãs da trilogia. 

 

Dos testemunhos recolhidos no documentário percebemos que esta trilogia de filmes tornou-se um objeto de culto de diversas gerações, pela simplicidade e genialidade como trata os assuntos e relações familiares cruzadas (no tempo). Tudo isto, polvilhado com efeitos especiais, e enriquecido com outros elementos da cultura popular como Clint Eastwood, o Walkman, a máquina de filmar SONY, o filme o Tubarão parte 19, os ténis Nike com auto atacadores, entre muitos outros, suportam e dão ainda mais substância aos filmes.

 

É indiscutível o valor e a influência cultural destes filmes, mas este documentário mostra a extensão a que esta influência pode chegar junto do público. É uma excelente obra que ajuda a perceber como alguns filmes podem ganhar o estatuto de ícones da cultura popular.

 

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