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Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Sessão da Meia Noite

Comentários pessoais e (in)transmissíveis sobre cinema e televisão.

Café Society de Woody Allen

Um dos realizadores que o Sessão da Meia Noite sempre respeitou muito foi Woody Allen.

 

Apesar de tudo, goste-se ou não, um filme de Woody Allen tem sempre o potencial de nos entregar histórias bom construídas e, por vezes, até divertidas. Assim, falamos hoje da sua última experiência como realizador.

 

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Café Society, 2016, de Woody Allen, com Jesse Eisenberg, Kirsten Stewart, Steve Carell, Sheryl Lee, Jeannie Berlin, Corey Stoll, Blake Lively, Parker Posey, Ken Stott, Richard Portnow, Tess Frazer, Sari Lennick.

 

Woody Allen não é um realizador consensual, e ao longo dos anos foi reunindo muitos anticorpos na comunidade cinematográfica e cinéfila. No entanto, é dos realizadores mais regulares em atividade.

 

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Desde A Midsummer Night's Sex Comedy - Uma Comédia Sexual numa Noite de Verão de 1982 que todos os anos é lançado um filme realizado por si.

 

Este ano fomos brindados com uma comédia romântica, com um toque de drama, contada como uma novela, que recorre a um narrador, que neste caso é o próprio realizador.

 

O argumento consiste numa história passada nos anos 30, no meio dos agentes de estrelas de cinema.

 

Bobby Dorfman (Jesse Eisenberg) é um jovem nascido no seio de uma família judia do Bronx, mas que tem aspirações diferentes daquelas disponíveis em New York. Decide viajar para Los Angeles para trabalhar com o seu tio Phil Stern (Steve Carell) que é agente de talentos em Hollywood.

 

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Disponível, simpático e bem-falante, Bobby consegue o trabalho com o tio e apaixona-se pela sua secretária Verónica "Vonnie" Sybil (Kirsten Stewart). O namoro acontece mas, ao mesmo tempo, Vonnie estava envolvida numa outra relação, de cariz mais imoral.

 

Vonnie é o ponto constante ao longo de toda a história. A primeira parte do filme joga com o triângulo amoroso entre Vonnie, Bobby e o outro homem na sua vida que, curiosamente, descobrimos que é Phil Stern, o tio de Bobby (que é casado).

 

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A segunda parte da história ocorre alguns anos mais tarde que a primeira, e tem quatro protagonistas principais. Aos três anteriores junta-se Veronica Hayes (Blake Lively) - a mulher de Bobby. A realidade é outra, as relações alteraram-se mas os quatro elementos continuam em confronto, pondo à prova a integridade das suas relações amorosas.

 

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Este filme foi para nós uma surpresa pois revelou-se muito melhor do que estávamos à espera.

 

Começando pelo argumento. A história escrita por Woody Allen é cativante e tão bem construída que facilmente nos leva a acreditar na teia amorosa construída no meio de Hollywood e, mais tarde, em New York.

 

Quanto às interpretações, temos os talentos comprovados de Jesse Eisenberg e Steve Carell (que comprova a sua grande capacidade dramática) além de Kirsten Steward e Blake Lively (que recentemente falámos em The Shallows).

 

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O desenrolar da história é muito fluído e, apesar das teia amorosa, fácil de acompanhar, e demos connosco a, inconscientemente, escolher um personagem "favorito" pelo qual torcíamos por um final feliz.

 

Este é um bom filme, que nos entrega um romance com as usuais trocas e baldrocas de Woody Allen, divertido e cativante. É uma garantia de um tempo bem passado.